A principal queixa da população recai sobre a falta de representatividade na Câmara Municipal. Críticos afirmam que o Legislativo foi transformado em um "anexo" do Poder Executivo.
Governada pelo prefeito Lucas Dutra dos Santos, a cidade acumula problemas graves. A rede de saúde é o ponto mais sensível, apresentando uma situação extremamente precária.
Uma auditoria da Defensoria Pública, confirmada por inspeção do Cremerj, apontou irregularidades nas unidades médicas. Usuários reclamam que a Câmara ignora o caos na saúde.
Reeleito em 2024 com 67,04% dos votos, Lucas montou uma base sólida com 10 partidos. O controle sobre o Legislativo é tamanho que um suplente foi colocado na presidência da Casa.
Para garantir o comando, o prefeito nomeou o vereador M. Lomeu como secretário, abrindo vaga para o suplente B. do Depósito, que agora preside a mesa diretora.
A manobra política gera insegurança jurídica e falta de independência. Teoricamente, basta o prefeito exonerar o titular para que o atual presidente perca a cadeira de imediato.
Atualmente, quatro suplentes ocupam cadeiras na Câmara: I. Bananeiro, W. Cebolinha, B. do Depósito e R. Alves. Eles substituem titulares que viraram secretários municipais.
Dos 10 parlamentares, apenas seis são titulares em exercício. No entanto, moradores denunciam que não há fiscalização real sobre os atos do governo municipal.
A falta de uma oposição atuante compromete o equilíbrio entre os poderes. Lideranças alertam que a cidade segue sem vozes que cobrem melhorias básicas em serviços essenciais.
Com informações: Elizeu Pires

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