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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Livraria em Seropédica oferece livros para crianças vacinadas e desconto para adultos


BAIXADA - Para incentivar a vacinação do público infantil, a livraria Canto Geral, em Seropédica, na Baixada Fluminense, criou uma promoção para a criançada: quem tiver entre 5 a 11 anos e apresentar o comprovante de vacinação, pode levar um livro de graça para casa. A promoção também se estende aos adultos com desconto de 13% para vacinados com a apresentação do comprovante.

O jovem leitor Arthur Kaio Santos, de 11 anos, já garantiu o exemplar dele. Ele já era frequentador da livraria e das atividades culturais do espaço, e a mãe dele ficou sabendo da promoção pelas redes sociais. Arthur tomou a vacina na última terça-feira.

— Minha mãe viu a publicação no Instagram e como a gente já conhecia, a gente veio aqui ver como ia ser. A gente veio, conversou sobre. E foi isso. Eu escolhi um livro que foi o que mais me chamou atenção porque já tenho uma coleção dele em casa pra completar — conta o leitor.

Arthur, que tem uma estante cheia de livros em casa, está ansioso pela segunda dose da vacina e aprovou a promoção dos livreiros da Canto Geral:

— Foi uma boa iniciativa porque eles divulgam mais a livraria, incentivam as crianças a ler, a tomar a vacina. É um bom incentivo para as crianças — afirma.

BX Seropédica (RJ) 25/01/2022 Livraria oferece livro para crianças que tomaram a vacina da COVID. Na foto Arthur Kaio da Cruz, 11 anos, com o livro e a caderneta de vacinação Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo Foto: ROBERTO MOREYRA / Agência O Globo

Além de funcionar como uma livraria e sebo, que recebe doação de livros e discos de vinis, a Canto Geral é também um espaço cultural com atendimento psicológico e um ateliê de vestido de noivas. O local também promove eventos.

Pela proximidade com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, a livraria recebe muita doação de livros acadêmicos, que acaba sendo o que tem mais saída, mas a literatura contemporânea também é um sucesso na casa, já que também vende edições novas.

A ideia da promoção para oferecer livros gratuitos foi discutida entre os livreiros da Canto Geral, que é coordenada por três pessoas.

— A ideia era essa: como ia começar a vacinação, a gente tentar incentivar a vacinação infantil e combater de certa forma o negacionismo antivacina e ao mesmo tempo incentivar a leitura — explica um dos livreiros, que é estudante de ciências sociais e produtor cultural, Marcio Lessa, de 23 anos.

A livraria funciona há 4 anos, mas não é a principal fonte de renda dos livreiros, que são bolsistas na universidade e usam o valor arrecadado tanto nas vendas como nas atividades culturais para manter o espaço, que é alugado.

Pablo Ferreira, de 33 anos, é outro livreiro responsável pelo espaço. Ele é formado em Belas Artes pela UFRRJ.

— Em todo dia de Cosme e Damião, a gente distribui doce. Pra gente foi coerente manter isso na vacinação. Esse cuidado. Não basta dar doce pra criança, criança também tem que ser vacinada — afirma.

Com um amplo espaço decorado com livros, vinis, placas, quadros e objetos vintages como uma máquina de escrever e uma câmera analógica, a Canto Geral é um convite a que passa pela rua Édson Nascimento dos Santos, com o portão aberto. Para atrair o público, os coordenadores colocam papéis que são destacáveis com o endereço da livraria em diversos pontos da cidade. E quem chega com esses papéis na livraria, ganha um brinde.

— Todo mundo fala que jovem não gosta de ler. Isso não é verdade. A gente conseguiu sobreviver na pandemia por causa dos nossos leitores da cidade — diz Pablo.

A Canto Geral também disponibiliza exemplares no site da Estante Virtual. A livraria funciona de segunda a sexta, das 15h às 20h. Segundo as redes sociais da prefeitura de Seropédica, a vacinação infantil de crianças de 5 a 11 anos acontece na clínica da família no Vasquinho (Km 41) E na ESF Fazenda Caxias (Km 49) de 9h às 16h. A criança deve estar acompanhada dos pais com documento de identificação, CPF ou cartão do SUS, caderneta de vacinação e comprovante de residência. Em caso de deficiência ou comorbidade, deve apresentar laudo médico. Na ausência dos pais, é necessário levar uma autorização por escrito.

Via: Jornal Extra

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Anvisa aprova novo ensaio clínico de vacina contra a covid-19


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira (8) um novo ensaio clínico de vacina contra a covid-19. O desenvolvimento do imunizante está sendo patrocinado pela empresa biofarmacêutica Medicago R&D Inc, sediada no Canadá, e pela empresa farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK), a responsável pelo desenvolvimento do adjuvante da vacina, que é uma substância adicional à formulação.

De acordo com a Anvisa, a vacina candidata usa tecnologia de partícula semelhante ao coronavírus (CoVLP). É composta da proteína S expressa em forma de partículas parecidas com vírus (VLPs), coadministradas com um adjuvante, em duas doses com intervalo de 21 dias entre as doses.

O ensaio clínico aprovado é de fase 2/3, randomizado, cego para observador, controlado por placebo, para avaliar a segurança, eficácia e imunogenicidade da vacina, em adultos com 18 anos de idade ou mais. O ensaio clínico é composto por três estágios e o Brasil participará do estágio 3, que corresponde à fase 2/3 do estudo.

Na fase 3 do estudo, o objetivo é incluir até 30 mil voluntários no Canadá, Estados Unidos, além da América Latina, Reino Unido e Europa. No Brasil, devem ser incluídos 3,5 mil voluntários na porção 3 do estudo de fase 2/3. A fase 1 e 2 do estudo está em andamento no Canadá e Estados Unidos.

A Anvisa explicou ainda que analisou os dados das etapas anteriores de desenvolvimento, e os resultados obtidos até o momento demonstraram um perfil de segurança aceitável do imunizante. Este é o quinto estudo de vacina contra a covid-19 autorizado no Brasil.

Em 2 de junho de 2020 foram autorizados os testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a empresa Astrazeneca, seguido pela vacina da Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em 3 de julho. Depois, a vacina da Pfizer/Wyeth, em 21 de julho, e o imunizante da Janssen-Cilag, em 18 de agosto. As vacinas Oxford/Astrazeneca e do Butantan têm autorização para uso emergencial no país e, para a da Pfizer, a Anvisa já concedeu registro definitivo para aplicação na população.

Os ensaios clínicos são os estudos realizados em seres humanos e servem para validar a relação de eficácia e segurança do medicamento e também para novas indicações terapêuticas. São três fases, onde são colhidas informações sobre atividade, funcionamento e segurança para que o produto possa ser liberado ao mercado e ser usado em pacientes.

Via Agência Brasil

Estudo diz que proteção da vacina Coronavac só é atingida 15 dias após 2ª dose


Uma parcela significativa das pessoas que recebem o imunizante CoronaVac desenvolve anticorpos após a primeira dose, porém, a proteção contra a Covid-19 só é alcançada cerca de 15 dias após a segunda dose. Antes disso, a pessoa é inoculada, mas não pode se considerar imunizada, alertam cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que investigaram se e quando os vacinados desenvolvem proteção.

— A boa notícia é que a CoronaVac realmente estimula uma produção robusta de anticorpos neutralizantes na maioria das pessoas. Porém, a importante nota de cautela é que isso acontece apenas depois da segunda dose. Quem tomou uma dose só não deve se sentir protegido porque não está — destaca o imunologista Orlando Ferreira, um dos coordenadores do Laboratório de Virologia Molecular (LVM) da UFRJ.

Esses anticorpos neutralizantes são os que de fato importam, pois atacam diretamente o Sars-CoV-2. No estudo, os cientistas analisaram a capacidade de neutralização do vírus de 68 pessoas vacinadas. Os testes revelaram que 42 dias após a primeira dose (14 depois da segunda) 84% das pessoas apresentaram anticorpos neutralizantes.

O estudo vai além da observação de redução de internações. Mostra que realmente a vacina está cumprindo o que promete, isto é, defesa na forma de anticorpos. Isso é feito por meio de um teste que detecta especificamente os anticorpos neutralizantes no soro das pessoas vacinadas.

— Todavia, não sabemos quanto tempo esses anticorpos vão durar. Ainda é muito cedo para dizer isso — acrescenta Ferreira.

Os indivíduos estudados são em sua maioria profissionais de saúde vacinados no Centro de Triagem e Diagnóstico para a Covid-19 (CTD) da UFRJ.

O estudo ganha ainda mais relevância porque a CoronaVac, até agora, é praticamente a única vacina com a dosagem complea aplicada no Brasil.

Dados de 6 de abril, compilados pelo epidemiologista Guilherme Werneck, professor do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ, mostram que ela responde por 82% das 21,5 milhões de doses aplicadas. E, se levada em conta apenas a imunização (duas doses), o índice chega a 99%.

Devido aos sucessivos atrasos na entrega de doses e na produção da BioManguinhos-Fiocruz, a parcela de brasileiros que receberam a vacina da AstraZeneca, a primeira escolha do governo Bolsonaro, é insignificante.

Proteção contra a P1

Uma pesquisa epidemiológica realizada em Manaus com imunizados e apresentada esta semana pelo grupo Vebra Covid-19 sugeriu que a CoronaVac teve 50% de eficácia em reduzir o adoecimento 14 dias após a primeira dose. O estudo sugere que ela protege contra a temida variante P1, dominante em Manaus. Os dados após a segunda dose ainda não foram apresentados.

— Há alguma produção de anticorpos depois da primeira dose, mas não dá para confiar, não é neutralizante. Porém, os anticorpos aumentam muito depressa, espetacularmente, depois da segunda inoculação — enfatiza Ferreira.

A vacina é motivo de otimismo no que diz respeito à proteção contra a Covid-19, mas os cientistas salientam que ela não impede a infecção pelo coronavírus, assim como todas as demais vacinas em uso até agora. As pessoas vacinadas não adoecerão, mas podem ser infectadas e transmitir o Sars-CoV-2. Essas pessoas são em sua maioria assintomáticas.

É por isso que mesmo os vacinados precisam continuar a usar máscara até que pelo menos 70% da população brasileira esteja imunizada. Hoje, segundo o MonitoraCovid-19/Fiocruz, apenas 3,68% dos brasileiros receberam duas doses.

Casos de vacinados que se infectam têm sido registrados no CTD, que faz acompanhamento das pessoas imunizadas. Terezinha Castiñeiras, coordenadora do CTD e chefe do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da UFRJ, diz que vacinados infectados voltam ao CTD com pouco ou nenhum sintoma e, alguns, com carga viral (concentração de vírus) alta. Das 718 pessoas vacinadas no CTD, de 21 de janeiro a 5 de abril, 20 voltaram infectadas.

— Essas pessoas continuam a poder a transmitir o vírus e não há muita diferença entre a carga viral de vacinados e não vacinados. O que assusta é que essa carga está muito alta, a maior de toda a pandemia, um indicador do potencial elevado de transmissão — diz Castiñeiras.

A carga viral é estimada pelo CT indicado pelo exame de RT-PCR. O CT (do inglês cycle threshold) é um valor que diz respeito ao número de vezes que foi preciso amplificar o material genético do coronavírus para que este fosse detectado. Assim, quanto maior o CT menor a quantidade de vírus.

Uma nota técnica do CTD desta semana informa que o aumento da positividade do RT-PCR aumentou gradativamente. Era 11,6% (período de 21/02 a 06/03) e foi aumentando até chegar a 27,1% (de 21/03 a 03/04). No mesmo período, o CT caiu e chegou ao valor médio mais baixo detectado em toda pandemia.

A nota destaca que isso significa “aumento de transmissibilidade e, consequentemente, potencial de explosão de casos nas semanas subsequentes, alertando para a relevância da intensificação das medidas de contingência”.

O virologista Amílcar Tanuri, também coordenador do LVM/UFRJ, diz que a diferença de carga viral observada agora é alarmante. Uma pessoa com CT alto, acima de 33, apresenta cerca de mil partículas virais por ml. Já indivíduos com CT 24 têm 10 milhões de partículas. Esse número sobe para 1 bilhão de partículas virais por mil no CT 14.

— Essa é uma carga de vírus brutal, capaz de fazer enorme estrago na transmissão. Precisamos vacinar maciçamente, mas o Brasil não tem vacina suficiente nem testa para identificar os infectados. É um momento trágico — frisa Tanuri.

Via Extra

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Estudo aponta que vacina da CoronaVac é eficaz contra variante brasileira


A vacina contra a Covid-19 CoronaVac se mostrou 50% efetiva em prevenir adoecimento pela doença 14 dias após a primeira dose, segundo uma análise interina que envolveu 67.718 trabalhadores de saúde em Manaus, onde a variante brasileira do coronavírus P1 é predominante.

Esse é o primeiro estudo que avalia a efetividade da vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac em locais onde a variante brasileira é predominante.

O comunicado divulgado pelo infectologista Julio Croda, coordenador da pesquisa, informa que os dados relativos à efetividade duas semanas após a segunda dose continuarão a ser coletados ao longo das próximas semanas.

A pesquisa foi realizada pelo grupo Vebra Covid-19, integrado por pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais e servidores das secretarias de saúde estaduais do Amazonas e de São Paulo e das secretarias de saúde municipais de Manaus e São Paulo.

lém de análises de profissionais amazonenses, os pesquisadores pretendem ainda avaliar a eficácia da CoronaVac e da vacina Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz, em idosos de Manaus, Campo Grande e São Paulo.

Via Extra