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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Criança de 3 anos baleada por agente da PRF sofre parada cardíaca e é reanimada


A menina Heloísa Silva, de 3 anos, segue lutando pela vida no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O quadro de saúde dela pirou na madrugada desta quinta-feira (14). Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi reanimada pelos médicos da unidade.

Heloísa baleada durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal no Arco Metropolitano, altura de Seropédica, na Baixada Fluminense, na noite da quinta-feira (7 de setembro). O autor do disparo era um policial rodoviário federal, que afirma que ele e colegas perseguiram o veículo depois de constatar que o carro era roubado.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias, a menina teve uma parada cardiorrespiratória na madrugada. Os médicos conseguiram reanimá-la após seis minutos. De acordo com o último boletim divulgado pela unidade de saúde, Heloísa segue instável, intubada no CTI pediátrico, em estado gravíssimo. A informações foi divulgada pela rádio 93FM.

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Agente da PRF entra à paisana em hospital onde menina de 3 anos baleada está internada


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério Público Federal (MPF) identificaram e investigam a conduta do agente da PRF que esteve à paisana no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, onde está internada a menina Heloísa.

Imagens das câmeras de segurança do hospital mostram o homem entrando no local, sem se identificar, e sendo seguido por um segurança até o corredor da emergência pediátrica. O nome do policial rodoviário federal não foi divulgado.

A criança de 3 anos foi baleada durante uma abordagem de policiais rodoviários federais no Arco Metropolitano, na altura de Seropédica, na quinta-feira (7), e está internada em estado gravíssimo.

Menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, foi baleada duas vezes durante abordagem de agentes da PRF no Arco Metropolitano - foto reprodução

A Prefeitura de Caxias esclareceu que o policial não teve acesso ao CTI da criança e foi barrado pela equipe de segurança que estava de plantão. Heloísa continua intubada no CTI do Hospital Adão Pereira Nunes.

Ao saber da presença do agente da PRF no local, o procurador da República Eduador Benones cogitou reforçar a segurança no local.

“O chefe da segurança do hospital informou aos agentes do MPF que esse policial não quis dar explicações e entrou sem autorização. A presença de um policial à paisana, e que não se justifica no CTI, causa preocupação. A gente vai olhar para reforçar a segurança ali no perímetro do hospital”, disse o procurador.

William Silva, pai de Heloísa, esteve nesta segunda-feira (11) no MPF para prestar depoimento. Ele contou que chegou a conversar com o agente da PRF que esteve no local.

“[Ele] não se sentiu ameaçado, chegou a conversar com esse policial. No curso das investigações, se ficar provado que esse policial entrou no CTI sem autorização, evidentemente pode ser caracterizado um abuso de autoridade sem prejuízo de sanções disciplinares por parte da PRF”, disse o procurador da República, Eduardo Benones, que investiga o caso.

Heloísa foi atingida por duas balas de fuzil: uma que entrou pelas costas, passou pela coluna e deixou fragmentos na cabeça, e outra está alojada no ombro direito da menina.

A Polícia Civil confirmou que o carro em que a família estava foi roubado no dia 20 de agosto do ano passado, em Petrópolis, e abriu uma investigação. Os envolvidos na negociação do veículo já prestaram depoimento.

A Polícia Federal também instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do fato. A investigação ficará a cargo da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu, em razão do local da ocorrência.

A mãe de Heloísa disse que a família não sabia da irregularidade na documentação do carro.

O diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, prometeu investigar o caso e disse que atirar em veículos, mesmo que eles estejam irregulares, não é a conduta correta.

Via g1

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Secretária de Saúde disponibiliza vacinação contra a covid-19 para crianças de 6 meses a 2 anos em Seropédica


SEROPÉDICA - As crianças de 6 meses a 2 anos de idade, já pode ser vacina contra a covid-19 (Pfizer Baby), a secretária municipal de saúde está disponibilizado a vacinação para todas as crianças da cidade de Seropédica, na Baixada Fluminense. 

Confira os locais de vacinação abaixo: 

Ás terças-feiras na ESF - Fazenda Caxias
  • Horário: das 09h às 16h; 
  • Local: Rua Demétrio de Brito, N° 134, (Km 49), no bairro Fazenda Caxias 
Ás sextas-feiras na Clínica da Família - Vasquinho
  • Horário: das 09h às 16h;
  • Local: Rua Niterói, S/N° (Km 41), no Vasquinho, em Seropédica 
Vacinar é um ato de amor! 

Via: PMS

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Saúde promove Ação Educativa em Combate ao Aedes Aegypti


SEROPÉDICA - A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Comitê de Enfrentamento às Arboviroses da Diretoria de Vigilância em Saúde, vem promovendo uma série de atividades educativas sobre as chamadas 'Arboviroses', que são doenças causadas por vírus transmitidos principalmente por mosquitos, como a Dengue, a Zika e a Chikungunya, entre outras. As atividades consistem em educar sobre a prevenção à proliferação do mosquito 'Aedes Aegypti', que é o responsável pela transmissão dessas doenças. Na última semana, os alunos da Escola Municipal Eulália Cardoso de Figueiredo, no bairro Parque Jacimar, foram os participantes da ação promovida pela SMS.

Foi apresentado às crianças da escola o projeto 'Arboviroses, Educação Popular em Saúde e Meio Ambiente', que tem por objetivos: diminuir o índice de infestação; sensibilizar os munícipes na tomada de decisões sobre saúde; preservar o ambiente no descarte de garrafas pet; tornar mais participativo o processo de prevenção de acordo com o saber popular. Além de ensinar os participantes a criarem as chamadas 'Armadilhas Ecológicas'.


"O projeto consiste no combate a Dengue, a Zika e à Chikungunya. As crianças são ensinadas e fazem apresentações teatrais e musicais com os conteúdos aprendidos. Nas ações, ensinamos os pais a fazerem as 'mosquitéricas' para serem colocadas nas residências e combaterem o Aedes Aegypti, tendo em vista que estamos no período de maior proliferação do mosquito", explicou Advaldo Nunes, coordenador de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde. 




Via: PMS

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Prefeitura entrega cadernetas de Saúde da Pessoa Idosa em Seropédica


SEROPÉDICA - Com o objetivo de guardar informações de saúde de pessoas idosas, a Carteira de Saúde do Idoso é uma importante ferramenta para auxiliar a equipe médica e os agentes de saúde no atendimento das pessoas que a possuem. A caderneta também possui informações sobre os direitos dos idosos, saúde bucal, importância da alimentação saudável e dos exercícios físicos, entre outras coisas. 

Na última terça-feira (25) as carteiras foram entregues em evento realizado na Estratégia de Saúde da Família (ESF) Onofre Ferreira Mendes, que fica no sub-bairro Campinho de Areia, no bairro Boa Esperança. Também foi realizada uma palestra com o tema ‘Como Envelhecer com Saúde’.

“A caderneta possui uma avaliação multidimensional da pessoa idosa e tem validade de 5 anos, devendo ser levada para todas as consultas médicas que o idoso realize dentro e fora do município. Através da caderneta discriminaremos as características de cada idoso. É um documento muito completo”, explicou a Coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa – Mirian Pacheco. 


Via: PMS

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Seropédica promove evento sobre Fisioterapia e Terapia Ocupacional


SEROPÉDICA - A qualificação profissional é essencial em qualquer área de atuação, e quando se trata de Saúde, ter profissionais qualificados é promover mais segurança aos pacientes da rede municipal de Saúde. Para continuar melhorando a qualidade do atendimento, a coordenação de Fisioterapia da Secretaria Municipal de Saúde promoveu na última sexta-feira (21) o 1° Encontro de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, que aconteceu na Câmara Municipal de Seropédica, das 13h às 17h, tendo como temas: “A atuação do Fisioterapeuta na Atenção Primária” e “Fisioterapia do Trabalho”, palestras ministradas pela profissional Denise Flávio, que fizeram alusão ao Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, que é comemorado em 13 de outubro.

Ciente da importância da qualificação profissional, o coordenador municipal de Fisioterapia – Ricardo Alves –, agradeceu ao Prefeito – Professor Lucas – e ao Secretário de Saúde – Dr.° René Vigne – pela oportunidade dada aos profissionais de Fisioterapia. “Com este tipo de capacitação vamos melhorar o atendimento à população, compartilhar experiências e disseminar o conhecimento. Aprendemos muito e esperamos que seja o primeiro de uma sequência de futuros encontros proveitosos”, disse.

“Quando dissemos que iríamos investir em Saúde, nosso foco era tanto a população quanto os profissionais. Entendemos que investir no profissional, também é, consequentemente, melhorar a qualidade do atendimento à população. Parabéns aos nossos profissionais por buscarem a qualificação, isso demonstra o interesse em prestar bons serviços às cidadãs e cidadãos seropedicenses. A Prefeitura sempre apoiará qualquer atividade que vise promover conhecimento”, garantiu o Prefeito de Seropédica – Professor Lucas.  

Via: PMS

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Prefeitura inaugura Novo Aparelho no Pré-Hospitalar Drº José Bueno Lopes


SEROPÉDICA - A unidade Pré-Hospitalar Dr.° José Bueno Lopes, que fica no centro de Seropédica, recebeu um novo e importante aparelho que irá ajudar sobretudo às mulheres nos cuidados com a Saúde. Nessa quarta-feira (19), o Prefeito – Professor Lucas – junto à Primeira-Dama – Isabel Ribeiro –, à Vice-Prefeita – Vandrea Furquim – e ao Secretário de Saúde – Dr.° René Vigne –, inaugurou no mês de prevenção ao câncer de mama (fazendo alusão à campanha ‘Outubro Rosa’), o tão aguardado Centro de Mamografia da Unidade Básica de Saúde (UBS). O Secretário de Governo – Fábio Moffati –, a Secretária de Administração – Cláudia Ferreira – e a Subsecretária de Administração – Neuza Cezário –, compareceram à inauguração.

O mamógrafo, ferramenta que faz parte do Centro de Mamografia, é um tipo ‘especial’ de aparelho de raio-x que gera imagens em alta resolução expondo pacientes a níveis baixos de radiação, sendo assim, essencial para o diagnóstico precoce de tumores em fase inicial, lesões, nódulos e microcalcificações. Trata-se de uma ferramenta essencial para diagnosticar o câncer de mama. Vale ressaltar que as principais ações de prevenção ao surgimento deste tipo de câncer são: praticar atividades físicas; alimentar-se de forma saudável e manter níveis saudáveis de peso corporal; evitar o consumo de bebidas alcoólicas; evitar o fumo e o tabagismo passivo; amamentar.

“Cumprindo mais uma promessa de campanha, estamos investindo em Saúde de forma consistente, tanto na melhoria da estrutura das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) quanto na aquisição de novos aparelhos, como o mamógrafo. O Centro de Mamografia atenderá sobretudo às mulheres e será um diferencial na prevenção e combate ao câncer de mama. Continuaremos investindo! O melhor ainda está por vir”, garantiu o Prefeito de Seropédica – Professor Lucas.

Via: PMS

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Saiba como se prevenir da Varíola dos macacos e reduzir o risco de transmissão


Medidas como uso de máscaras e preservativos, higienização de mãos e o não compartilhamento de lençóis e toalhas podem ajudar a evitar a contaminação

SAÚDE - O contato íntimo — que inclui relações sexuais —, de pele com pele, com lesões de pessoas contaminadas, é apontado como a principal forma de transmissão da varíola dos macacos no surto atual, conforme especialistas. Beijar, abraçar e, principalmente, ter relações sexuais com pessoas com diagnóstico positivo são consideradas atividades de risco e devem ser evitadas.

Porém, medidas como uso de máscaras e preservativos, higienização de mãos e o não compartilhamento dos chamados fômites (objetos capazes de transportar patógenos, como lençóis e toalhas) também podem ajudar a evitar a contaminação. Isso porque, explicam, outras formas de transmissão são conhecidas ou estão sendo estudadas.

Crianças com menos de oito anos, gestantes e imunodeprimidos - pessoas que passaram por transplante, em tratamento oncológico ou que tiveram diagnóstico positivo para HIV, por exemplo - devem ter cuidados redobrados, uma vez que são mais suscetíveis a quadros graves da doença. Alguns especialistas também indicam que homens que fazem sexo com homens (HSH) também precisam estar atentos, visto o risco de exposição. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), eles representam 98% dos casos.

Por ora, a OMS não recomenda vacinação em massa, principalmente pela indisponibilidade de imunizantes. Os especialistas ouvidos pelo Estadão concordam com a orientação e apontam que alguns grupos deveriam ser priorizados em uma fila de vacinação, como profissionais que manipulam vírus em laboratório e contatos de pessoas com diagnóstico positivo.

Testar casos suspeitos e obter diagnósticos com agilidade é crucial para controlar a doença, defendem os profissionais de saúde. Só deve buscar testagem, orientam, pessoas que apresentem erupções cutâneas. O único teste disponível é de biologia molecular - mesmo método do teste PCR para o coronavírus - e depende de secreções dessas lesões, coletadas com swab (bastão), para análise.

Os especialistas destacam que os conhecimentos em relação à doença têm mudado conforme surgem novas informações - de forma relativamente semelhante ao que ocorreu com a covid-19 -, o que pode levar à atualização de orientações. Isso porque, embora a varíola dos macacos tenha sido identificada em humanos ainda em 1970, as características do novo surto têm se mostrado diferentes.

Evitar contato íntimo

A infectologista Raquel Stucchi, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), destaca que, no surto atual, há quatro formas de transmissão. "A principal delas é, sem dúvida nenhuma, o contato íntimo, de pele com pele, com a lesão", afirma. "A lesão transmite até que a casquinha caia e tenha a pele boa embaixo."

Evitar contato íntimo com pessoas contaminadas, portanto, é a principal forma de prevenção. Parece simples, mas não é bem assim, uma vez que reconhecer o quadro pode ser uma dificuldade. Raquel destaca que pode haver confusão, pois as erupções na fase inicial, às vezes, parecem com espinhas ou pelos encravados.

Também infectologista, Renato Kfouri acrescenta que dois terços das pessoas vão apresentar menos de dez lesões - bem diferente de fotos antigas que ilustram a doença. "Muitas vezes há demora no reconhecimento e na suspeição de casos, e consequentemente, o número de infectados e transmissão aumentam", diz o médico, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

Reduzir atividade sexual com múltiplos parceiros

Essa dificuldade de reconhecimento leva à recomendação de reduzir a atividade sexual com múltiplos parceiros, principalmente desconhecidos. A OMS já fez essa recomendação a homens que fazem sexo com homens - que representam 98% dos casos.

Os especialistas ouvidos pelo Estadão indicam que essa mudança de comportamento sexual pode ser adotada pela população em geral para reduzir o risco de exposição. Isso porque qualquer um pode se contaminar, independente da orientação sexual - prova disso, apontam, os casos confirmados de crianças, mesmo que precisem ser mais bem estudados.

Não compartilhar toalhas e lençóis e lavar as mãos

Outra possível forma de transmissão se dá por meio do compartilhamento de objetos. "É a transmissão por objetos inanimados pelos quais se pode transmitir um vírus que é resistente no ambiente", explica o virologista Fernando Spilki. Por isso, é recomendado evitar o compartilhamento de lençóis, fronhas, copos e roupas, por exemplo, principalmente com pessoas com diagnóstico positivo.

Raquel acrescenta que também pode haver a transmissão por meio de superfícies contaminadas. "Mas a superfície tem de estar contaminada com a secreção da lesão." Nesse sentido, higienizar as mãos é importante. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, orientam que usar água e sabão ou desinfetante (para as mãos) à base de álcool. "Especialmente antes de comer ou tocar no rosto, e depois de usar o banheiro", diz o órgão.

Gestantes

Uma pessoa grávida pode passar o vírus ao feto por meio da placenta, conforme o CDC. Na segunda-feira, o Ministério da Saúde publicou nota técnica com cuidados específicos para esse grupo, que também está entre aqueles com risco de quadro grave da varíola dos macacos. Entre os cuidados recomendados pelo governo federal, estão o uso de máscaras em ambientes fechados, o uso de preservativos em relações sexuais (vaginal, anal e oral) e evitar contato com pessoas contaminadas.

Uso de máscaras

Ainda há, conforme Raquel, a possibilidade de transmissão respiratória. O CDC informa que a frequência pela qual a doença é transmitida por secreções respiratórias e até quando uma pessoa com sintomas pode espalhar o vírus por essa via são estudadas por cientistas.

Por ora, segundo Raquel, a transmissão respiratória ocorre por meio de gotículas, que são "partículas mais leves que não alcançam grandes distâncias". O contato, explica, deve ser muito próximo e prolongado. Nesse sentido, por precaução, ela acha válido o uso de máscaras em locais fechados e de aglomeração, principalmente por crianças, gestantes e imunodeprimidos.

Uso de preservativo

Em nota técnica divulgada para as gestantes, na segunda-feira, o Ministério da Saúde recomenda ainda o uso de preservativos. Segundo Raquel, essa recomendação foi dada por não se saber ao certo se a varíola dos macacos pode ser transmitida por esperma ou secreção vaginal - DNA do vírus já foi encontrado no sêmen. Por enquanto, a doença não é considerada sexualmente transmissível.

Kfouri afirma, no entanto, que o uso de preservativo "sempre deve ser intensificado", uma vez que ajuda a prevenir também "outras doenças", como a aids, por exemplo.

Testes

Conforme o Ministério da Saúde, o Brasil indica apenas testes de biologia molecular para diagnóstico da doença. Testes sorológicos e de antígeno - recursos de diagnóstico rápido - ainda não estão disponíveis.

A análise é feita de amostras das feridas coletadas por swab (bastão). Por isso, especialistas orientam que só busquem pela testagem pessoas que estejam com feridas. Além disso, eles indicam a necessidade de expandir a disponibilidade de testes e aumentar a agilidade de diagnósticos.

Vacinação

Há duas vacinas desenvolvidas para combater a varíola humana (smallpox), a ACAM2000 e a MVA-BN, que se mostraram eficazes contra a monkeypox, conforme o Ministério da Saúde. Elas ainda não estão disponíveis no Brasil.

A OMS não recomenda a vacinação em massa contra a varíola dos macacos, principalmente pela indisponibilidade de grandes quantidades do imunizante. As poucas doses disponíveis, indicou o diretor-geral, Tedros Adhanom, devem ser direcionadas a quem teve contato com pacientes da doença ou com grande risco de exposição, como profissionais da saúde, funcionários laboratoriais e pessoas com múltiplos parceiros sexuais.

Kfouri concorda. Aponta que, por ora, mesmo que tivéssemos "milhões de doses", não é o momento de imunização em massa. "A gripe mata muito mais, por exemplo. Não faz sentido você fazer uma vacinação universal de uma doença que tem uma letalidade baixa." Conforme a OMS, a taxa de letalidade da doença está entre 3% e 6%.

Raquel acrescenta que, em uma fila de vacinação, o grupo de homens que fazem sexo com homens deve ser priorizado. A cidade de Nova York já vacina o grupo, e o Reino Unido expediu recomendação para a priorização dele ainda em junho.

Grupos mais vulneráveis

Segundo a OMS, crianças, grávidas e imunodeprimidos têm risco aumentado para casos graves da doença. Especialistas destacam que essas pessoas precisam redobrar cuidados.

"Temos hoje dois grandes receios em relação ao que pode acontecer em termos de óbito, e eles residem em pacientes imunossuprimidos: pacientes HIV positivo e em tratamento de câncer ou com alguns tipos específicos de câncer, como linfoma", afirma Spilki.

Raquel aponta que imunodeprimidos e crianças deveriam ter sido incluídos na nota técnica para gestantes. E também destaca que a pasta deveria emitir recomendações específicas para homens que fazem sexo com homens. "Essas pessoas, às vezes, não vão procurar infectologista, vão procurar urologista, proctologista, talvez médico da família, que não estão, muitos deles, orientados sobre o momento e o impacto dessa doença."

Graus de risco de exposição

Quem teve contato com pessoas que receberam diagnóstico de varíola dos macacos - mesmo que usando equipamentos de proteção individual (EPI) apropriados -, devem ser monitoradas e ficar atentas quanto aos sintomas durante 21 dias após a exposição, conforme o CDC. Manifestações clínicas como febre, arrepios e erupções cutâneas são sinais de alerta.

O CDC classificou o grau de risco de exposição de algumas atividades:

Grau de exposição alto

Contato desprotegido entre a pele ou mucosas de uma pessoa e a pele, lesões ou fluidos corporais de um paciente com diagnóstico positivo; contato desprotegido com materiais contaminados, como lençóis e roupas; estar no quarto do paciente ou a menos de 1,8 m dele durante procedimento que possa criar aerossóis de secreções orais, lesões de pele ou ressuspensão de exsudatos secos (por exemplo, sacudir lençóis), sem usar um máscara N95 e proteção para os olhos.

Grau de exposição intermediário

Ficar a menos de 1,8 m por 3 horas ou mais de paciente sem máscara, sem usar também proteção facial; atividades que resultem em contato entre as mangas e/ou outras partes da roupa, e as lesões de pele ou fluidos corporais do paciente, ou seus lençóis, curativos sujos, enquanto estiver usando luvas, mas sem avental.

Grau de exposição baixo/incerto

-Entrar no quarto do paciente sem usar proteção para os olhos em uma ou mais ocasiões, independentemente da duração da exposição; durante todas as entradas na área de atendimento ao paciente, usando avental, luvas, proteção para os olhos e, no mínimo, máscara cirúrgica; ficar a menos de 1,8 m de um paciente sem proteção facial por menos de 3 horas, sem usar no mínimo, uma máscara cirúrgica.

Via: O Dia

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Mulher dá à luz trigêmeos 10 meses após ser mãe de gêmeos: 'Foi um choque'


Aline da Silva Costa, de Criciúma, conta que não desconfiava da gravidez, pois ainda amamentava os gêmeos. Com os trigêmeos, casal passa a ter oito filhos.

ACONTECIMENTO - Uma mulher deu à luz trigêmeos em Brusque, no Vale do Itajaí, 10 meses após ser mãe de um casal de meninos. Aline da Silva Costa, de 28 anos, e Elisandro Antunes, de 32, são de Criciúma, mas foram encaminhados ao Hospital Azambuja por falta de vagas de UTI neonatal na cidade, onde o parto aconteceu na terça-feira (12 de julho). Com o nascimento, o casal passa a ter oito filhos.

A gravidez dos trigêmeos, que nasceram com 33 semanas, foi descoberta pelo casal quando ela já estava com 22 semanas. Ela conta que não desconfiava da gestação, pois ainda amamentava os gêmeos Vinicius e Vicente, de 10 meses, e se recuperava do parto dos meninos.

Quando começou a sentir um desconforto, no entanto, buscou uma consulta médica.
"O médico pediu alguns exames, entre eles o de urina, e não sinalizou gravidez. Foi então que eu pedi um ultrassom e apareceu. Para mim foi um choque, trigêmeos! Meu marido ficou todo faceiro”, relata Aline.
Os dois também são pais de Jenifer, de 10 anos, Tales, de 8, e de Mariah, de 4.

Parto e desafios

Aline conta que enfrentou alguns desafios na gestação, como pressão alta e diabetes gestacional. Ela ficou internada por algum tempo no Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, em Criciúma, e foi até Brusque por falta de vagas disponíveis para acolher bebês em tratamento intensivo.

O parto foi realizado pelo médico Getúlio de Almeida, que atua há mais de 30 anos como obstetra no na unidade. O primeiro bebê a nascer foi Vitor Hugo, com 2,090kg e 46 centímetros, às 8h03. Victor chegou ao mundo com 2,100kg e 47 centímetros, às 8h05. Já Valentim nasceu com 2,270kg e 48 centímetros, às 8h09.

Segundo informou o hospital nesta quarta-feira (13 de julho), não há previsão de alta médica para os meninos. Os bebês, no entanto, estão bem.

A coordenadora de enfermagem da UTI neonatal, Bruna Cristina Sgrott, informou que, até a tarde de terça-feira (12 de julho), nove bebês, entre eles os trigêmeos, estavam internados na UTI neonatal do Hospital Azambuja, de famílias de Criciúma (4), Rio do Sul (2) e de Brusque (3).

No Estado, a taxa de ocupação de UTIs pediátricas SUS é de 97,46%, de acordo com o painel de leitos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) atualizado nesta quarta-feira. Em relação aos leitos neonatal, 96,86% das 191 vagas no em Santa Catarina estão ocupadas.

Via: G1

terça-feira, 5 de julho de 2022

Prefeitura impede que bebê realize teste do pezinho em Seropédica


Justificativa foi que o comprovante de residência dos pais da criança era de outra cidade

SEROPÉDICA - A Prefeitura de Seropédica, na Baixada Fluminense, não permitiu que um bebê fizesse o teste do pezinho no município porque o comprovante de residência dos pais da criança era de outra cidade.

O aposentado José Ricardo, tio da criança, disse que o bebê nasceu em uma cidade vizinha, mas iria passar os próximos meses em Seropédica para ficar próximo à família. No entanto, ele contou que, mesmo depois da explicação, o exame foi negado.

O teste do pezinho é obrigatório e gratuito desde 1992. O exame é recomendado entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê.

Porém, no Estado do Rio, houve uma redução em 10% no número de bebês recém-nascidos que realizam o teste do pezinho.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a recomendação é que os bebês realizem a coleta do teste do pezinho em seu município de residência, independentemente de onde tenham nascido.

Procurada pela BandNews FM, a Prefeitura de Seropédica não respondeu. 

Via: Band News FM

quarta-feira, 30 de março de 2022

Coren-RJ cria prêmio para homenagear enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem da linha de frente à pandemia pela covid-19


SAÚDE - O Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro – Coren-RJ, no uso das suas atribuições regimentais ( Resolução 074/1982), torna público nesta 83ª Semana Brasileira de Enfermagem, em maio de 2022, a criação do prêmio Honra ao Mérito aos Heróis da Enfermagem no enfrentamento à pandemia pela covid-19.

O prêmio será outorgado aos profissionais que tiveram protagonismo na assistência no enfrentamento aos efeitos da covid-19, honrando sua missão de salvar vidas, mesmo em meio ao caos e à precariedade de estrutura e de equipamentos de proteção individual (EPIs).


Como serão escolhidos os homenageados?

A escolha se dará por voto direto dos colegas em urnas colocadas nas unidades de saúde da capital e municípios satélites (sedes) das subseções do nosso estado. A contagem dos votos acontecerá nos grandes hospitais de referência, com a presença do enfermeiro responsável técnico (RT), do conselheiro da região e de um membro da Comissão de Ética de Enfermagem (CEE) do Coren-RJ ou da Instituição (se esta estiver implantada). Os critérios estabelecidos para concorrer ao prêmio serão baseados na Resolução Cofen 074/1982 .

Confira os municípios onde serão realizadas as votações e entrega dos prêmios:

Volta Redonda
Barra Mansa
Resende
Itaguaí
Seropédica
Nova Iguaçu
Belford Roxo
São João de Meriti
Rio das Ostras
Cabo Frio
Macaé
Casimiro de Abreu
Araruama
Saquarema
Nova Friburgo
Cordeiro
Niterói
São Gonçalo
Maricá
Silva Jardim
Rio Bonito
Tanguá
Rio de Janeiro (capital)
Itaboraí
Petrópolis

São Pedro D’Aldeia

Armação de Búzios

Via: Coren-RJ

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Anvisa autoriza vacina contra Covid da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos

Ainda não há previsão de quando a imunização para esse público vai começar. Doses são diferentes da aplicada a quem tem 12 anos ou mais e o Brasil ainda não tem essa versão.

SAÚDE - A área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quinta-feira (16 de Dezembro) a aplicação da vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. Ainda não há previsão de quando a imunização vai começar, pois a dosagem para esse público será menor do que a utilizada por maiores de 12 anos e o Brasil ainda não tem essas doses ajustadas.

A mesma autorização de uso já foi concedida pelo FDA e pela EMA (agências regulatórias de saúde dos Estados Unidos e União Europeia), além de países como Costa Rica, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá, Peru e Uruguai.

A Anvisa reforça que a aprovação dada nesta quinta permite que a vacina já seja usada no país para a faixa de 5 a 11 anos. "A chegada do imunizante aos postos depende do calendário e da logística do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI/MS), que coordena a distribuição das vacinas por meio de programas públicos no Brasil".

O g1 entrou em contato com o Ministério da Saúde sobre a previsão do início da vacinação desse público, mas não havia obtido respostas até a última atualização da reportagem.

Em outubro, a Pfizer disse que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos (leia mais abaixo).

A Anvisa alerta que a autorização é baseada nos dados disponíveis até o momento e os resultados são avaliados a todo momento. Veja as orientações da agência:
  • A dose para as crianças entre 5 e 11 anos de idade é 1/3 da formulação já aprovada no Brasil.
  • A formulação pediátrica é diferente daquela aprovada anteriormente apresentada para o público com mais de 12 anos – portanto, não pode ser utilizada a formulação de adultos diluída.
  • A criança que completar 12 anos entre a primeira e a segunda dose deve manter a dose pediátrica.
  • Não há estudos sobre a coadministração com outras vacinas. Segundo a Anvisa, até que saiam mais estudos, é indicado um intervalo de 15 dias entre a vacina da Covid-19 e outros imunizantes do calendário infantil.
Também participaram da avaliação especialistas das sociedades brasileiras de Infectologia (SBI), de Imunologia (SBI), de Pediatria (SBP), de Imunizações (SBIm) e de Pneumologia e Tisiologia.

O infectologista Renato Kfouri, representante da Sociedade Brasileira de Imunizações e que participou da avaliação da Pfizer junto à Anvisa, lembra que a Covid matou mais crianças do que coqueluche, diarreia, sarampo, gripe e meningite somadas.

“A gente fala que só 0,4% das mortes ocorrem nos menores de 20 anos, mas 0,4% de 600 mil mortes são mais de 2.500 crianças e adolescentes que perderam a vida para a Covid. Em dois anos, esse total de mortes é maior do que todo o calendário infantil. Se somarmos todas as mortes por coqueluche, diarreia, sarampo, gripe, meningite, elas não somam 1.500 por ano. A Covid-19 é uma doença prevenível por vacina que mais mata nossas crianças”, diz.

Ele reforça que existem justificativas sanitárias, epidemiológicas, de saúde pública para incluir crianças no programa de imunizações. “Claro, desde que as vacinas sejam seguras, com o mesmo critério e rigor que licenciamos para os adultos. Cumprindo esses critérios, não há dúvidas que é importante vacinar essa faixa etária”, completa.

A vacina da Pfizer está registrada no Brasil desde 23 de fevereiro deste ano para pessoas com mais de 16 anos e, para a faixa etária de 12 a 15 anos, desde 11 de junho.

Menino recebe dose da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em Roma, na Itália, em 15 de dezembro, dia que marcou o início da vacinação de crianças contra a doença na Europa. / Foto: Andrew Medichini/AP

Dosagem menor

O pedido para ampliação do uso da vacina da Pfizer para essa faixa etária havia sido apresentado em 12 de novembro. A farmacêutica informou que a dosagem para essa faixa etária será menor. Além disso, os frascos terão a tampa da cor laranja, para diferenciar das doses já usadas em maiores de 12 anos.

"A redução na dosagem para a faixa de 5 a 11 anos se respaldou nos estudos de Fase 1 e 2, que mostraram que essa dosagem (10 microgramas) foi o suficiente para gerar altos títulos de anticorpos com perfil de segurança bastante favorável para a população pediátrica", informou a Pfizer.

A avaliação levou 21 dias, descontados os 14 dias que a Pfizer utilizou para responder exigências técnicas da Anvisa. O tempo total do processo na agência foi de 35 dias.

Pfizer: diferenças entre as vacinas de adultos e crianças / Foto: Reprodução/Anvisa

90% eficaz na prevenção de infecções

Em outubro, a Pfizer disse que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos.

O estudo acompanhou 2.268 crianças de 5 a 11 anos que receberam duas doses da vacina ou placebo, com três semanas de intervalo. Cada dose foi um terço da quantidade administrada a adolescentes e adultos.

Segundo os pesquisadores, 16 crianças que receberam o placebo foram infectadas com Covid-19, em comparação com três que receberam o imunizante.

Via: G1

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Seropédica vai antecipar segunda dose da AstraZeneca


SAÚDE - As prefeituras de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Seropédica, Japeri, Itaboraí, São João de Meriti, Magé e Volta Redonda anunciaram que vão antecipar a segunda dose da vacina AstraZeneca para oito semanas. O intervalo regular entre as duas aplicações é de 12 semanas. A medida ocorre depois que a Secretaria estadual de Saúde autorizou as prefeituras a reduzir o intervalo.

Em Duque de Caxias, a segunda dose antecipada da vacina AstraZeneca acontecerá entre os dias 14 e 17 de julho para todos que receberam a primeira dose até o dia 17 de maio. Japeri anunciou que a vacinação antecipada vai começar a partir desta quarta-feira, dia 14, para todos que receberam a primeira dose até o dia 17 de maio. É obrigatório apresentar o cartão de vacinação e documento de identificação.

A Secretaria municipal de Saúde de Nova Iguaçu e a Prefeitura de Itaboraí também vão realizar a antecipação da aplicação da segunda dose da AstraZeneca para oito semanas. Ambos os municípios estão finalizando os ajustes necessários no calendário de vacinação contra a Covid-19 para atender a nova permissão do estado.

A Secretaria de Saúde de São João de Meriti informou que aderiu a partir de 13 de julho à antecipação da segunda dose da AstraZeneca. Segundo a nota enviada pelo município, "quem tomou a vacina antes dessa data deve seguir com a data informada no cartão de vacinação". A secretaria também informou que a " vacinação da segunda dose somente é aplicada para pessoas que tomaram a primeira dose no município". Há um total de 33,485 doses do imunizante da AstraZeneca já separados no município para a dose de reforço.

A Prefeitura de Magé também informou que fará a antecipação da segunda dose da AstraZeneca. Lá, não é exigido comprovante de residência para aplicação da primeira dose. Quem se imunizar na cidade, porém, não será obrigado a se imunizar mais cedo do que as 12 semanas previstas anteriormente. De acordo com a prefeitura, "será uma permissão".

Volta Redonda também fará a antecipação. "A Prefeitura de Volta Redonda, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), antecipou a aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca (Oxford) para vacinados com a primeira dose até 02/05/2021. A medida começou a valer nesta quarta-feira, dia 14, nas unidades de saúde — exceto nos polos Covid dos bairros: 249, Siderlândia, São João, Vila Mury e Volta Grande. O horário de vacinação é das 8h às 16h".

Já a Prefeitura de Niterói informou que não fará a antecipação: "como não há previsão de antecipação de remessas da AstraZeneca, o município não vai adiantar a segunda dose da imunização contra a Covid-19. O objetivo é que não ocorra falta da vacina para os moradores de Niterói". A prefeitura também informo que, segundo pesquisas da Fiocruz, "a vacina demonstra uma proteção significativa já com a primeira dose. Além disso, a Astrazeneca apresenta a produção de uma boa resposta imunológica quando as duas doses são aplicadas em intervalos de 12 semanas".

A redução do intervalo visa acelerar a imunização completa da população, em um momento em que o país já tem 16 casos confirmados da variante Delta, sendo três no Estado do Rio. Esta nova cepa é considerada mais transmissível. A decisão do governo do estado, no entanto, é apenas uma recomendação, já que cada prefeitura tem autonomia para definir as regras da sua campanha de imunização.

Os municípios do Rio de Janeiro, de Mesquita e de São Gonçalo informaram que não vão antecipar, até o momento, o intervalo de vacinação com este imunizante. Niterói e Belford Roxo estão estudando se vão alterar o cronograma com a antecipação.

Em Maricá e Tanguá, a vacinação vai permanecer como o programado. Ambas as secretarias de saúde afirmaram que não receberam ainda orientação para agir diferente por parte do Ministério da Saúde e vão continuar seguindo a bula da AstraZeneca e a orientação do Programa Nacional de Imunização (PNI), que seria a aplicação da segunda dose entre oito e 12 semanas.

Até o momento, Campos dos Goytacazes, Guapimirim, Itaguaí, Nilópolis, Paracambi e Queimados não se posicionaram a respeito da antecipação da segunda dose.

Via: Jornal Extra

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Entenda o que é a variante delta do coronavírus e quais são os riscos para o Brasil


COVID-19 - O que acontece quando uma variante perigosa do coronavírus se choca com outra também ameaçadora em uma briga por território? A pergunta, que parece saída da narração de um documentário de vida selvagem, se aplica bem à disputa que as variantes Delta, originária da Índia, e Gama, identificada primeiro no Amazonas, podem travar no Brasil. Esse embate mórbido está em observação pelos cientistas, principalmente desde que casos que apontam transmissão comunitária (quando eles não são “importados”) da Delta foram achados por aqui.

— As variantes britânica e sul-africana entraram no Brasil, mas não se espalharam — recorda o cientista Amilcar Tanuri, coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ. — Mas com a Delta não sabemos como será. A gente terá que acompanhar com estudos de larga escala. É preocupante como ela vai se comportar. No Rio, por exemplo, nós já vimos a variante P2 ser substituída pela P1 (outra nomenclatura para a Gama) em questão de um mês.

De acordo com o Ministério da Saúde, 16 casos da variante Delta foram notificados no Brasil até agora. A maior parte deles no Maranhão, que tem seis diagnósticos positivos — todos em tripulantes de um mesmo navio. O estado é seguido por Rio de Janeiro e Paraná, com três, e depois, Goiás, com dois. Além de Minas Gerais e São Paulo, com um caso positivo por estado. Dois óbitos foram confirmados, no Maranhão (um indiano de 54 anos) e no Paraná (uma gestante de 42 anos que esteve no Japão).

Na capital paulista, para tentar identificar a origem da transmissão, a prefeitura realiza um inquérito epidemiológico entre contactantes da família do primeiro caso conhecido — um homem de 45 anos —, revelado na segunda-feira, mas que adoeceu ainda em junho. Cerca de 30 pessoas fazem parte do rastreio. Caso não seja possível identificar quem trouxe o vírus até a cidade, estará confirmada a transmissão comunitária.

Essa demora em descobrir os casos é outro ponto de preocupação. O mapeamento genômico da Covid no Brasil (maneira que se tem para conhecer o vírus em circulação) ainda é muito inferior, por exemplo, ao feito no Reino Unido, ainda que tenhamos melhorado em 2021, conta Fernando Spilki, virologista e coordenador da Rede Corona-ômica. A iniciativa, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, foi criada para observar as variantes.

— De fevereiro de 2020 a fevereiro de 2021, o Brasil tinha feito cerca de 2,6 mil sequenciamentos, mas de fevereiro deste ano até agora temos 22 mil. Melhoramos muito, mas para ter um acompanhamento mais rápido e fidedigno precisaríamos agilizar ainda mais e ter mais recursos — diz.

Proteína mais forte

A Delta, assim como as três demais variantes de preocupação, ganhou atenção ao conquistar espaço em meio a uma nova e pior onda da doença. Na Índia, isso ocorreu principalmente a partir de fevereiro de 2021, embora a circulação tenha iniciado em outubro de 2020. Em meses, ela tornou-se dominante no cenário local e, posteriormente, em países para os quais migrou, em trajetória que lembra a das variantes Alfa (Reino Unido), Beta (África do Sul) e Gama (Amazonas).

Em comum, esses locais têm o fato de terem registrado altas incidências da Covid. É sempre em um lugar com muitos contaminados, explica o virologista José Eduardo Levi, que o vírus tem cenário livre para ganhar mutações e passá-las adiante. Nessa competição por espaço, as piores formas tendem a vencer.

Não é à toa que as variantes de preocupação têm semelhanças nas mutações, ressalta Levi, que coordena um projeto de vigilância genômica do vírus na rede de laboratórios Dasa. As mutações que mais chamam a atenção na Delta ocorrem em pontos específicos da proteína spike — o material que forma a coroa do vírus. Essa proteína é o ponto de ligação entre o coronavírus e a célula humana. Com a variação da nova cepa, o vírus faz essa conexão com maior facilidade. Estudos chegam a apontar que ela seja 60% mais transmissiva.

— A proteína spike desta cepa é mais forte. Ela se “gruda” melhor ao receptor e fica mais difícil de romper a ligação, seja por meio de vacinas e anticorpos monoclonais. A Delta entra para a célula com mais facilidade — explica Salmo Raskin, membro da Sociedade Brasileira de Genética Médica.

Eficácia da vacinação

Há ainda dúvidas em relação à performance das vacinas frente à variante. Resultados iniciais, contudo, apontam para boa efetividade, mesmo que reduzida. Um novo estudo, liderado pelo Instituto Pasteur (França), concluiu que as vacinas da Pfizer e AstraZeneca são capazes de neutralizar o vírus após a segunda dose. O trabalho, publicado na revista Nature, analisou o soro sanguíneo de 162 pessoas vacinadas. Diante da Delta, os anticorpos daqueles com esquema vacinal completo tiveram efetividade de 95%. Só com uma dose, a resposta foi de 10%.

Quanto à CoronaVac, estudos iniciais na China também apontam para a efetividade, afirma Dimas Covas, diretor do Butantan.

Embora não se saiba qual cepa prevalecerá no Brasil, as formas de controle são as mesmas de sempre, lembram os especialistas.

— Isolamento e vacinação: é isso o que precisamos fazer — diz Maurício Nogueira, virologista e professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Via: Jornal Extra

Seropédica descarta que transmissão da variante delta tenha origem no município


São João de Meriti, onde outro caso foi confirmado, não descarta transmissão local

SEROPÉDICA - A Secretaria Municipal de Saúde de Seropédica descartou que a transmissão da variante delta tenha tido origem no município da Baixada Fluminense. Na última segunda-feira (5), a Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES) confirmou que identificou uma jovem de 22 anos com a variante indiana na cidade.

Segundo a secretaria, o caso está sendo monitorado, assim como seus familiares. A paciente já se recuperou da doença, mas dois parentes dela realizaram o teste RT-pcr e foi detectado o vírus da covid-19. Outros dois contactantes não tiveram sintomas e não realizaram o teste.

A pasta também investiga outras pessoas com quem a mulher teve contato no ambiente de trabalho. Ainda de acordo com a secretaria de Saúde de Seropédica, as pessoas não viajaram e a transmissão é não local. A princípio, a contaminação teria acontecido em Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense.

A jovem de 22 anos, que até o momento é o único caso confirmado em Seropédica, esteve no bairro para visitar uma amiga e pouco depois testou positivo para a doença. Este foi o único local fora do município em que ela esteve, conforme informou a secretaria de Seropédica.

"As Secretarias de Saúde de Estado e Municipal estão investigando o processo de contaminação. Outros infectados estão sob observação para averiguação se a contaminação também é pela variante delta", explicou em nota a secretaria da prefeitura de Seropédica.

Poucos casos de contaminação com a variante Delta foram identificados no país. A cepa indiana é considerada mais transmissível por especialistas e existe o risco de que com a sua transmissão, o Estado do Rio e o país volte a ter um aumento no registro de contaminações pela covid-19.

A Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, órgão que pertence à Secretaria de Estado de Saúde do Estado do Rio (SES), informou que realizou entrevistas e testes RT-pcr com as pessoas que tiveram contato com os dois pacientes contaminados. De todos que foram entrevistados, 10 testaram positivo para a covid-19, mas ainda não há informações se os casos tratam-se de contaminação pela variante Delta ou não, pois as amostras das coletas feitas em todos estão sob avaliação de possível sequenciamento com a nova cepa. O órgão esclareceu que “Para identificação da variante o material genético precisa ter alta carga viral”.

Por fim, a Secretaria de Estado de Saúde esclareceu: “A investigação epidemiológica para esclarecer todas as circunstâncias da infecção está em andamento. No momento, os dados levantados indicam que não são casos importados, mas é preciso aguardar a conclusão da investigação para se ter certeza de que foram transmissões autóctones (ou seja adquiridas dentro do estado)”.

Na segunda-feira, além do caso de Seropédica, a SES tinha confirmado outro caso da variante Delta em São João de Meriti, também na Baixada Fluminense, em um homem de 30 anos. A infecção foi detectada na pesquisa genômica aleatória realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen/RJ).
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São João de Meriti, o paciente está bem e "não transmite mais coronavírus, porque a coleta ocorreu no dia 16 de junho".

A pasta não descarta que a transmissão possa ter sido local, uma vez que, a princípio, o homem não teve contato com viajantes e não realizou viagens. "No entanto, seguimos fazendo o trabalho de rastreamento do ponto transmissor", informou a pasta.

‘Temos o risco de uma transmissão comunitária’, diz especialista

A pesquisadora em saúde e membro do comitê de combate ao coronavírus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Chrystina Barros, alerta para o risco da transmissão comunitária de variantes e reforça que a disseminação descontrolada pode dar origem a outras variantes.

"Nós aqui não só temos o risco de uma transmissão sustentada, comunitária da variante Delta, como essa disseminação sem controle pode dar origem a outras variantes. Vamos lembrar que a variante de Manaus foi identificada em Hong Kong, exatamente pelo descontrole da disseminação da doença aqui no nosso país e no caso, nesta região”, afirma a especialista, que explica como são identificados os casos de transmissão não local ou de transmissão comunitária ou sustentada.

"Se a gente consegue identificar exatamente de onde veio a contaminação, e nesse caso, se ela veio de uma viagem da Índia, a gente pode rastrear e dizer: "isso não é uma transmissão local, é um caso importado". Mas, a partir do momento em que você já não consegue mais rastrear de onde a pessoa contraiu, já estamos falando de uma transmissão local, ou de uma transmissão comunitária ou sustentada. Ou seja, as pessoas já estão disseminando, sem que seja possível saber quem pegou de quem. É exatamente o que a gente vive nesse momento da nossa epidemia aqui no Brasil”, alerta Barros. A especialista acredita que a disseminação da variante delta já é uma realidade no Brasil.

"Eu não diria que nós temos risco de disseminação local, nós já temos certamente a disseminação dessa variante Delta aqui no país, e isso traz sim riscos maiores ainda do surgimento de novas variantes. Já começamos a ver estudos que mostram que talvez a variante Delta possa driblar a eficiência da vacina, no sentido de que ela possa ser mais transmissível. É lamentar demais que a gente não consiga, em meio a uma campanha de vacinação, implementar políticas de testagem, controle e restrição adequada da disseminação do vírus".

Via: O Dia

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Casos na Baixada Fluminense indicam que já pode haver transmissão comunitária da variante Delta do coronavírus no Rio


BAIXADA - Os dois moradores de cidades da Baixada Fluminense que foram infectados pela variante Delta do coronavírus não saíram do estado e dizem que não tiveram contato com pessoas que haviam viajado na época em que foram contaminados. Por isso, os casos em Seropédica e São João de Meriti são indícios de que já pode ter transmissão comunitária no Rio da cepa, que foi identificada inicialmente na Índia e hoje está em mais de 90 países.

— A transmissão provavelmente se deu aqui, mas ainda não dá para confirmar. Seria, no caso, transmissão comunitária — afirmou nesta terça-feira (6) o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe.

A Secretaria estadual de Saúde (SES) divulgou na noite de segunda-feira a identificação dos dois casos da variante. Esses seriam os primeiros pacientes infectados pela Delta dentro do estado. Em maio, um morador de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, foi diagnosticado com Covid-19 causada por esta cepa do coronavírus, mas ele havia acabado de chegar da Índia, o que indica que, provavelmente, a sua contaminação aconteceu durante a viagem.

De acordo com a Prefeitura de São João de Meriti, o caso de infecção pela variante foi confirmado domingo, após pesquisa genômica aleatória realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ). A coleta do material do paciente ocorreu em 16 de junho. O morador, de 30 anos, já está curado e não transmite mais o vírus, segundo a Secretaria de Saúde.

A outra pessoa infectada pela Delta na Baixada é uma moradora de Seropédica, de 22 anos, que também já está curada. Ela mora com os pais e duas irmãs. A família está sendo monitorada, segundo a Secretaria municipal de Saúde.

Apesar de a mãe e uma das irmãs também terem tido Covid-19, apenas a jovem de 22 anos foi detectada a variante Delta, enquanto as outras foram infectadas pela linhagem P1, a mais comum no estado. O pai e a outra irmã da jovem não apresentaram sintomas.

— O que se faz agora é identificar possíveis casos associados a essas confirmações e, se houver amostra disponível, vamos promover o sequenciamento também para ver se existem outros casos secundários relacionados a esses dois casos — explicou Chieppe.

Os pacientes infectados pela variante Delta na Baixada Fluminense ainda não haviam tomado nenhuma dose de vacina contra a Covid-19. A aceleração da campanha de imunização é a melhor forma de impedir a disseminação de novas variantes do coronavírus no país, na opinião do infectologista Alberto Chebabo.

— Essa variante tem grande capacidade de disseminação, maior, inclusive, que as outras variantes. Outra preocupação é que ela tem impacto na eficácia das vacinas, principalmente quando só tem a primeira dose. É importante acelerar a campanha de vacinação — alerta o especialista, acrescentando que ainda não é possível afirmar se a Delta é mais letal, mas ela pode impactar potencialmente no número de mortes em uma população não vacinada. — Ela é mais transmissível, e isso pode aumentar a letalidade porque em uma população que não tomou a vacina há risco de ter mais gente necessitando de leitos de UTI, ventilação mecânica, por isso é importante vacinar.




Via: Jornal Extra