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quinta-feira, 4 de julho de 2024

Polícia deflagra operação contra extração ilegal de areia em Seropédica

A 'Operação Dunas' foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (04/07), em Seropédica, com o objetivo de combater a extração mineral ilegal no local. Nesta ação, as autoridades cumprem dois mandados de busca e apreensão.

Em 2023, a PF e o INEA descobriram que o areal local estava em atividade, com a presença de maquinários como dragas flutuantes, caminhões, tratores, retroescavadeiras e silos, mesmo sem ter licença ou autorização para tal. Nesta ocasião, diversos materiais foram apreendidos e iniciou-se uma investigação mais aprofundada sobre o lugar.

Mesmo após tal episódio, foi constatado que a mesma empresa voltou a atuar de forma irregular, pois foram verificados fortes indícios de que a retirada clandestina de areia continuava, inclusive causando o aumento do afloramento do lençol freático da região. 

Portanto, já durante a operação, o principal investigado foi preso em flagrante no areal pelo crime de usurpação de bens da União, cuja pena é de detenção de um a cinco anos e multa, além do crime de executar pesquisa e extração de recursos minerais sem permissão ou licença, cuja pena é detenção de seis meses a um ano e multa.

A empresa suspeita estaria em nome de familiares do investigado, mas seria ele o verdadeiro responsável pela administração do areal clandestino.

O preso será conduzido à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para lavratura do auto de prisão em flagrante.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Polícia apreende câmera de monitoramento do tráfico em Seropédica


Policiais militares do 24º BPM apreenderam câmera de monitoramento na comunidade do Campo Lindo, em Seropédica, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira (18 de abril).

De acordo com a polícia, o equipamento era utilizado pelos criminosos para vigiar a movimentação na localidade.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Polícia realiza operação contra grupo criminosos em Seropédica e Itaguaí


SEROPÉDICA - Equipes da força-tarefa da polícia civil de combate à grupo criminoso, realizaram nesta quarta-feira, (23 de junho), uma operação em bairros das cidade de  Itaguaí, Seropédica, Nova Iguaçu, Queimados, na Baixada Fluminense, para asfixiar as fontes de renda e interromper comércios e serviços ilegais, que geram grande lucro e são explorados pela organização criminosa. 

Durante a operação, 11 pessoas foram presas. Os agentes fiscalizaram e vistoriaram estabelecimentos comerciais, que tiveram produtos falsificados apreendidos. Nas lojas que comercializam mercadorias impróprias para o consumo, o material foi apreendido e inutilizado. Houve ainda interdição de locais com construções irregulares.

A ação está sendo coordenada pelo Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO), com apoio de informações do Disque Denúncia.

Via: Notícias de Seropédica

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Operação mira fraude com desvio de resina plástica no Rio; quadrilha furtava carga e dava queixa de roubo

 

Agentes saíram para cumprir 21 mandados de busca e apreensão. A 1ª Vara Criminal de Caxias também determinou a restrição judicial de 12 carretas

BAIXADA - A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quarta-feira (01 de junho), a Operação Resina, contra fraudes com desvio de cargas, principalmente de matéria-prima para garrafas PET.

Até a última atualização desta reportagem, uma pessoa havia sido presa em flagrante, por porte ilegal de arma.

Agentes saíram para cumprir 21 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, Duque de Caxias, Magé, Nova Iguaçu, Mesquita, Seropédica e Piraí. A 1ª Vara Criminal de Caxias também determinou a restrição judicial de 12 carretas, para posterior apreensão.

Segundo o MPRJ, o bando furtou 200 toneladas de resina PET PCR (Pós-Consumo Reciclada) da sociedade empresária CPR Indústria e Comércio de Plásticos, localizada em Xerém.

Maior fabricante de PET foi lesada

A CPR é uma empresa especializada na fabricação dessa resina e possui a maior produção de garrafas PET do Brasil, em torno de 100 milhões de garrafas por mês.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso atuava comunicando falsos roubos de cargas para encobrir o esquema fraudulento.

“Além dos furtos ocorridos no interior da empresa CPR, foram identificados três supostos roubos de carga, dois deles ocorridos nos estados de Minas Gerais e São Paulo, que evidenciaram a ocorrência de fraude e respectiva atuação do mesmo grupo criminoso”, destacou o MPRJ.

Segundo as investigações da 61ª DP (Xerém), foram pelo menos 15 falsas comunicações de crime, em um prejuízo de R$ 3 milhões.

“Essa quadrilha tinha uma característica interessante: eles usavam os funcionários da própria empresa e dali faziam conexões com pessoas de fora para desviar a carga”, afirmou a delegada Juliana Emerique.

Foram identificados dois núcleos: funcionários da própria empresa CPR e empresários proprietários de transportadoras e motoristas, cooptados para noticiar falsamente o crime de roubo.

Preso com uma pistola, A. C. A. é apontado como coordenador do golpe. “Ele tinha uma participação muito ativa. Ele coordenava as saídas e escolhia as mercadorias que seriam fretadas”, disse a delegada.

A força-tarefa também descobriu que o bando está ligado a fraudes relacionadas a tombos de carga, principalmente de alumínio e ferro, em perdas de R$ 2 milhões.

Dois motoristas por golpe

Um dos esquemas usava uma plataforma online de transporte rodoviário de carga. Empresas publicavam solicitações de fretes nesse site enquanto os motoristas procuravam demandas compatíveis com seus caminhões.

Após a negociação do frete e carregamento do baú, outro motorista assumia a direção do veículo e desviava a carga para os receptadores. Já o primeiro motorista ficava como responsável por comparecer em sede policial para realizar um registro de ocorrência, afirmando que teria sido roubado.

“As fraudes cometidas pelo grupo ocasionam a supernotificação dos indicadores de roubo de carga e afetam negativamente o setor produtivo, elevando os custos relativos ao frete, gerando perda de competitividade. Também causam prejuízo à sociedade, por conta do aumento do preço final das mercadorias, com danos à indústria, ao transporte, revendedores e consumidores”, afirma a força-tarefa.

Via: G1