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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Cidades da Baixada Fluminense registraram cerca de 2,5 mil novos empregos em novembro, aponta Firjan


No mês de novembro, os municípios da Baixada Fluminense geraram cerca de 2,5 mil empregos formais. De acordo com a Firjan, por meio da análise da plataforma Retratos Regionais, de janeiro a novembro, as 14 cidades da região somaram 28.171 novos postos de trabalho, o que representa um valor 30,5% maior que o mesmo recorte de 2022. A cidade de Nova Iguaçu, que gerou 635 vagas, se destacou na quinta posição no ranking estadual e Magé, com a criação de 502 postos de trabalho, ficou em décimo lugar, entre as cidades que mais ofertaram oportunidades no período.

“Percebemos uma constância na oferta de empregos pelas regiões da Baixada Fluminense e o movimento do fim do ano deu forte contribuição. A região mostra o seu potencial ao apresentar crescimento ante o ano anterior”, destacou o presidente da Firjan Nova Iguaçu e Região, Carlos Erane de Aguiar.

A análise por grande setor mostra que o resultado positivo foi puxado pelo Comércio, que concentrou a maior parte das novas vagas do período (+2.103) para o segmento varejista, impulsionado pelas contratações de fim de ano. No setor de Serviços (+552) houve oportunidades para as atividades de Serviços Combinados de Escritório e Apoio Administrativo, Limpeza e Administração Pública. No período não houve oportunidades para a Agropecuária e a Indústria e Construção ficou com saldo negativo (-161).

No acumulado do ano, a maior parte dos municípios da Baixada Fluminense teve saldo positivo na geração de empregos. Na análise global, de janeiro a novembro, Magé se destaca com a oferta de 9.178 novas vagas, seguido de Duque de Caxias (+4.838), Nova Iguaçu (+3.834), São João de Meriti (+3.606), Seropédica (+2.714), Itaguaí (+1.965), Japeri (+490), Belford Roxo (+470), Paracambi (+391), Mesquita (+388), Guapimirim (+360) e Mangaratiba (+49). O saldo negativo no ano foi registado em Queimados (-39) e Nilópolis (-73).

Mercado de trabalho fluminense teve seu melhor desempenho do ano

O bom desempenho no mercado formal de emprego foi verificado em todo o estado do Rio. Com o resultado do penúltimo mês do ano, que teve 23.514 novas vagas. No acumulado, as cidades fluminenses criaram de janeiro a novembro de 2023, 165.701 postos de trabalho. Desse total, 102.332 foram para o setor de Serviços, enquanto o setor Industrial registrou 45.062 novas vagas com carteira assinada, seguidos pelo Comércio (+18.074) e pela Agropecuária (+237).

Na análise estadual em novembro, o setor do Comércio também liderou o saldo de empregos (+10.522), impulsionado pelas contratações para o fim de ano. A maior parte foi para a atuação em lojas de Vestuário e Acessórios (+3.244), Hipermercados e Supermercados (+1.741) e de Calçados e Artigos de Viagem (+1.635).

Na sequência, com 10.338 novas vagas formais, está o setor de Serviços, com destaque para a atividade de Seleção, Agenciamento e Locação de Mão de Obra. Este segmento, que abrange empresas que fazem a intermediação entre empresas e empregados, atendeu à demanda sazonal do fim de ano. Com 3 mil novas contratações, o setor Industrial Fluminense, que contempla as indústrias de Transformação, Extrativa, Construção e os Serviços Industriais de Utilidade Pública, liderou a geração de empregos industriais no país.

No estado, maior parte dos municípios tiveram saldo positivo

Regionalmente, 61 dos 92 municípios fluminenses apresentaram saldo positivo em novembro. A cidade do Rio de Janeiro (+14.040), Niterói (+1.199) e Volta Redonda (+1.168) encabeçaram a lista de contratantes no mês.

Na análise por porte das empresas, as micro e pequenas empresas responderam por 15.867 novas vagas, também o melhor desempenho do ano. Já as médias e grandes empresas foram responsáveis por 7.647 novos contratos de trabalho.

Plataforma Retratos Regionais

A plataforma Retratos Regionais da Firjan tem como base o saldo de empregos formais disponibilizados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). No painel setorial estão dados específicos dos setores industriais.

Em painel regional, que também permite a busca por município, é apresentado o cenário geral de empregos, incluindo todos os grandes setores. A plataforma pode ser acessada por meio do link: https://bit.ly/2WunK6l.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Firjan apresenta projeto para tornar Arco Metropolitano mais seguro


Ideia é formar uma parceria público-privada e criar um fundo com recursos públicos e privados para investir em infraestrutura

SEROPÉDICA - Um olhar para “ressuscitar” o Arco Metropolitano: este é o propósito de empresários da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que se reuniram na quinta-feira (28) com o governador em exercício, Cláudio Castro, e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado André Ceciliano (PT). A rodovia BR-493, que liga o Porto de Itaguaí a Itaboraí, atravessa também Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri e Seropédica. São 145 quilômetros de extensão de um importante corredor logístico de carga, hoje infelizmente conhecido - como lembrou o vice-presidente da Firjan e presidente do Conselho Empresarial de Defesa e Segurança Pública da entidade, Carlos Erane de Aguiar - como “Rodovia do Medo”.

Isto porque o Arco Metropolitano já foi uma grande promessa de prosperidade, quando em 2014 foi inaugurado um trecho de 70 quilômetros – o que atualmente se utiliza – ao custo de R$ 1,9 bilhão e, tempos depois, uma série de denúncias de irregularidades. Hoje, a rodovia é alvo de bandidos, assaltos, vandalismo, ocupações irregulares, violência e furtos de postes de energia elétrica. Antes uma solução, de alguns anos para cá o Arco tem sido evitado por motoristas mais prudentes. Mas, quanto ao transporte de cargas, fica difícil evitar. Por esta razão o roubo aos caminhões saltou a índices alarmantes e mobiliza os aparatos de segurança, mas sem muito sucesso.

Este fator – segurança – é precisamente a principal motivação do projeto discutido entre os empresários da Firjan e as autoridades, chamado de “Arco Seguro”.

PARCERIA E INVESTIMENTO
A iniciativa da Firjan prevê a construção de uma parceria público-privada para viabilizar o potencial logístico da rodovia. Por causa principalmente da insegurança, o Arco tem sido subutilizado: a expectativa inicial era de fluxo diário de 30 mil veículos, mas atualmente é metade desse volume.

Um grupo de trabalho organizado pela Firjan já identificou necessidades de infraestrutura mínimas, emergenciais e indispensáveis ao funcionamento pleno, eficiente, seguro e permanente do Arco: iluminação, assistência veicular, socorro a acidentes, dentre outras. Para a execução destas ações, a ideia é criar um fundo com recursos públicos e privados para financiamento do projeto, que seria investido rapidamente em infraestruturas necessárias, como por exemplo câmeras de monitoramento e drones. Outro eixo importante do Arco Seguro é criar uma governança que permita o mapeamento constante de irregularidades e ações para corrigi-las.

AUTORIDADES COMENTAM
Carlos Erane de Aguiar destacou no evento que uma das metas do projeto é zerar os índices de roubo de cargas na via até dezembro. “Nosso desafio é que o Arco Metropolitano seja conhecido como a rodovia mais segura do Brasil. Estamos propondo um projeto viável e bem planejado, que permitirá a expansão de diversas capacidades produtivas do Rio através da infraestrutura necessária para o escoamento das riquezas do estado e do Brasil”, defendeu o empresário.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, lembrou que o Arco Metropolitano é fundamental para a economia fluminense e do país, pois faz a interligação entre três outras importantes rodovias federais brasileiras, o que diminui custos logísticos das empresas e, consequentemente, aumenta a competitividade do estado. “Trata-se da primeira grande agenda da Firjan em 2021. Esta proposta de parceria público-privada é um dos pilares do Programa de Retomada da Economia do Estado do Rio de Janeiro em bases competitivas, que visa contribuir para o resgate do desenvolvimento econômico e social no estado do Rio”, avaliou.

Eduardo Eugenio, presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, disse que o projeto "é a primeira grande agenda da Firjan em 2021" - Foto: Vinicius Magalhães-Firjan

O governador em exercício, Cláudio Castro, afirmou crer que a união de esforços entre as instituições é que trará melhorias na segurança pública. “Chegamos a apresentar ao Ministério da Infraestrutura a proposta de reverter a federalização do Arco, trazendo novamente para a gestão estadual, já que, até então, a rodovia não era tratada como prioridade. Vias como o Arco Metropolitano, que são celeiros para diversos crimes, inclusive o roubo de cargas, continuam mal policiadas. Com as parcerias e a integração das forças policiais, temos a plena condição de transforma o Arco numa via segura”.

André Ceciliano (PT), presidente da Alerj, acha importante remover os entraves para os investimentos acontecerem: “Como representantes do poder público, cabe a nós retirarmos as pedras do caminho para os que querem investir no nosso estado. Como a via está pronta, precisamos torná-la segura para que as empresas tenham a certeza de que seus produtos vão chegar aos seus destinos. O Arco é um megaprojeto rodoviário capaz de atrair investimentos para a geração de emprego e renda aos oito municípios às suas margens e também à zona oeste do Rio de Janeiro”, analisou o parlamentar.

Via: O Dia