Mostrando postagens com marcador Banco Central. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Banco Central. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Pix vai lançar modalidade para saques; crescimento da plataforma requer atenção contra fraudes


O sistema de pagamentos instantâneos, Pix, agora vai contar com mais duas modalidades: o Pix Saque e o Pix Troco. Lançado em novembro do ano passado pelo Banco Central (BC), o sistema já possui mais de 72.5 milhões de CPFs brasileiros cadastrados – número que vem crescendo expressivamente. A praticidade e rapidez do ‘app’ foram amplamente abraçadas pelos brasileiros, que agora poderão utilizar o sistema para movimentar dinheiro em espécie. Até o dia 9 de junho, clientes de todo o Brasil podem acessar a Consulta Pública criada pelo Banco Central para deixar sugestões de melhorias antes de seu lançamento.

Rápido e sem cobrança de taxas, o Pix funciona 24 horas por dia e tem facilitado bastante a rotina das pessoas que precisam realizar transações financeiras online e sem dificuldades. Agora, o Banco Central investe em novidades.

Como funcionam o Pix Saque e Pix Troco?
O Pix saque será criado exclusivamente para a retirada de dinheiro em espécie, por meio de estabelecimentos comerciais, locais especializados para ofertar o serviço de saque e instituições financeiras. Ou seja, basta buscar locais com disponibilidade para saque e realizar a transferência do valor via QR Code para o recebimento do dinheiro pelo Agente de Saque.

Não haverá limite para a quantidade de saques, mas o Banco Central definiu um valor-máximo de R$ 500/dia por usuário. Além disso, o Agente de Saque poderá definir os valores possíveis para retirada e não será penalizado caso não tenha disponibilidade para saque.

Já o Pix troco, que poderá ser oferecido por empresas e estabelecimentos comerciais, irá permitir que o usuário possa efetuar uma compra com o pagamento via Pix e receber em espécie o valor referente ao troco.

Para o advogado Marcelo Godke, especialista em Direito Empresarial e Societário, essa forma de transação, em tese, já existia. Agora, com a criação de uma modalidade específica para isso, a tendência é uma maior conscientização acerca das praticidades do sistema e o crescimento da plataforma.

“Em tese eu já poderia fazer isso. Se eu fui em um restaurante e a conta foi R$ 100 eu posso perguntar ‘posso te pagar R$ 150 e você me devolve R$ 50?’, eu já poderia fazer isso, mas criando uma nova modalidade cria-se uma discussão maior sobre o assunto”, afirmou.

Atenção com as fraudes
Atualmente, segundo dados do Banco Central, mais da metade das transferências bancárias acontecem via Pix. O crescimento do uso das plataformas digitais para movimentações financeiras é uma realidade e demanda uma maior conscientização acerca de práticas enganosas e golpes no meio digital.

Por isso, o advogado Afonso Morais explicou alguns dos golpes mais conhecidos atualmente e que devem receber maior atenção dos usuários para evitar problemas.

- Phishing
Esse golpe consiste no envio de códigos de segurança ou links falsos para “pescar” os dados das vítimas que acabam clicando sem checar a origem dessa mensagem. Para Afonso, a principal forma de evitar problemas nesse sentido é “verificar mensagens nas redes sociais e SMS’s que direcionam para sites e cadastros falsos”.

- Engenharia Social no Whatsapp
Nesse caso, o criminoso escolhe uma vítima e busca fotos e dados de redes sociais e, de alguma forma, acessa os contatos da mesma. Após isso, ele monta um novo Whatsapp e informa aos contatos que a vítima trocou de número e está precisando, por exemplo, de um depósito com urgência.

- Falsos Funcionários
Os criminosos montam um Whatsapp se passando por alguma instituição financeira e informam à vítima que precisam confirmar dados ou realizar testes para concluir algum cadastro.

- Bug do Pix
Criminosos compartilham em redes sociais que há uma falha eletrônica no sistema e que, ao realizar transferências a chaves específicas, é possível ganhar o dobro do valor. As chaves, nesse caso, são dos próprios criminosos.

É preciso ficar atento
Afonso afirma que, em todos os casos envolvendo aplicativos, é preciso ter atenção já na etapa de cadastros, para evitar qualquer tipo de fraude.

“O cadastramento deve ser feito com cuidado, para não ter falsificações nessa etapa, não deixar terceiros fazerem o cadastramento, realizar sempre em agências bancárias e verificar os sites”, explicou.

Além disso, apesar da praticidade do mundo virtual, é preciso prestar mais atenção na hora de realizar movimentações financeiras online, a fim de impedir os golpes.

“Há um grande número de transações no e-commerce, as pessoas estão se acostumando a praticidade, a rapidez das coisas. Hoje é tudo em um clique, e nesse clique a pessoa não toma cuidado. É muito boa a tecnologia, é muito rápida, mas é necessário tomar cuidado”, concluiu o especialista.



Via O Dia 

quarta-feira, 31 de março de 2021

Banco Central autoriza pagamentos através do WhatsApp

 
O Banco Central autorizou nesta terça-feira, 30, o funcionamento de recursos que permitem pagamentos pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. O Facebook, dono do app, foi aprovado como um "iniciador de pagamentos", de maneira que os usuários do mensageiro poderão transferir recursos entre si.

Em nota, o BC informou ainda que foram concedidas autorizações para dois arranjos classificados como abertos de transferência, de depósito e pré-pago, domésticos, instituídos pela Visa e pela Mastercard.

"Esses arranjos e instituição de pagamentos têm relação com a implementação do programa de pagamentos vinculado ao serviço de mensagens instantâneas do WhatsApp (Programa Facebook Pay). As autorizações permitem que ele seja utilizado para realizar a transferência de recursos entre seus usuários", diz o BC em nota divulgada nesta terça.

O BC esclarece que as autorizações não incluem os pleitos da Visa e Mastercard para funcionamento dos arranjos de compra vinculados ao Programa Facebook Pay, que seguem em análise. "O BC acredita que as autorizações concedidas poderão abrir novas perspectivas de redução de custos para os usuários de serviços de pagamentos", acrescenta.

Em nota enviada à imprensa, o WhatsApp disse que recebe com satisfação a aprovação do BC. "Agora, mais do que nunca, pagamentos digitais seguros e convenientes oferecem uma solução vital para transferir dinheiro rapidamente para pessoas que necessitam e auxiliar empresas em sua recuperação econômica. Compartilharemos mais informações assim que a função de pagamentos estiver disponível no WhatsApp", disse a empresa.

O WhatsApp lançou em 15 junho do ano passado um serviço de envio e recebimento de dinheiro no Brasil, mas uma semana depois teve o serviço suspenso pelo BC, sob a justificativa de que era preciso avaliar questões de competição e privacidade. Desde então, o BC vinha analisando o pleito e as regras para funcionamento.

Ontem, no evento virtual "Encontro Daycoval - Perspectivas Econômicas e de Investimentos para o Brasil 2021", que teve o apoio do Broadcast e do Estadão, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, destacou o casamento entre mídias sociais e serviços de finanças, sem citar diretamente o andamento do pedido do WhatsApp.

"Há um movimento de uso de mensagens por meio do Pix (o novo sistema de pagamento criado pelo BC). A sociedade usou sistema de pagamentos como mensagens porque tem demanda por misturar esses serviços", completou. Ele também falou da preocupação com os casos recentes de vazamento de dados pessoais no Brasil. "Não podemos criar ambiente de tecnologia sem cibersegurança bem feita", disse.

Sinais para o mercado
Para Guilherme Horn, conselheiro da Associação Brasileira de Fintechs, a sinalização do BC foi importante no sentido do fomento à inovação. "É um fomento à competitividade. Também acaba com o argumento de que o BC bloqueou para não concorrer com o Pix", diz Horn. "O BC queria se certificar de algumas questões de segurança e de acesso. Agora, liberou. É muito positivo para o mercado"

Já Adrian Cernev, professor do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira, da Fundação Getulio Vargas (FGV), ressalta que, caso o Banco Central não tivesse atuado no ano passado, "o mercado de fintechs poderia ter implodido" se o WhatsApp entrasse no país em um sistema fechado de pagamentos financeiros, dado o alcance do aplicativo de mensagens no País diante da escala de empresas menores do mercado.

Agora, ao atuar como iniciador de pagamentos dentro do Pix (modalidade de pagamentos instantâneos lançada pelo BC em 2020), é possível enviar uma transferência do WhatsApp e receber o valor na conta de uma fintech ou de um grande banco, preservando a concorrência. "Apesar de o WhatsApp ter força de rede imensa (alcance entre usuários), o BC preservou a interoperabilidade do sistemas. Se não fosse feito isso, teríamos um mercado mais ogolipolizado entre bancos e WhatsApp, o que não vai ser o caso "

Outro ponto levantado pelo professor é a oportunidade de desbancarização que o WhatsApp traz. "Muita gente tem celular e tem o ‘zapzap’, mas não tem conta no banco. O aplicativo tem potencial para ser um instrumento para essa inclusão financeira", afirma.

Via Estadão Conteúdo

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Banco Central pode aprovar WhatsApp como um "iniciador de pagamentos"

 

O WhatsApp afirmou que conversa com o Banco Central para ser aprovado como um "iniciador de pagamentos" para habilitar o seu sistema de transações financeiras no aplicativo. Esse modelo de instituição é nova, anunciada pelo BC em outubro de 2020.

"O WhatsApp está conversando regularmente com o Banco Central para ter a aprovação como iniciador de pagamentos para transferências entre pessoas. Também tem trabalhado para restaurar os pagamentos no WhatsApp para todos no Brasil o mais rápido possível", afirmou a companhia em comunicado ao G1 nesta segunda-feira (15).

O envio e recebimento de dinheiro pelo WhatsApp foi anunciado em junho de passado, com o Brasil sendo um dos primeiros países a testar a opção.

Alguns dias depois do anúncio, no entanto, Banco Central e Cade barraram a funcionalidade, afirmando que precisavam avaliar riscos concorrenciais e garantir funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Iniciador de pagamentos
Em serviços indicados como "iniciadores de pagamentos", o consumidor dá uma ordem para que a instituição em que é correntista realize o pagamento diretamente ao lojista, sem a necessidade de acessar o aplicativo, com débito em sua conta de depósito ou de pagamento. Ou seja, intermediários, como cartão de crédito, são eliminados.

Um exemplo dado pelo BC é o de pedido de comida por aplicativo. Em uma operação tradicional, o cliente teria de pagar pelo próprio app ou utilizar o cartão ao receber o pedido.

Com a nova modalidade, o aplicativo pode conectar o consumidor a um único iniciador de transação de pagamento e ele poderá solicitar à instituição financeira que transfira o recurso diretamente para a conta do restaurante.

Na ocasião, em novembro de 2020, o BC defendeu que a nova instituição permiti a ampliação da abrangência do open banking e informou que, pelo baixo risco associado à atividade de iniciação de pagamento, a instituição que prestar serviço exclusivamente nessa modalidade terá um processo de autorização para funcionamento próprio e mais rápido.

O BC disse ainda que qualquer instituição iniciadora de transação de pagamento pode comandar uma transação do PIX — sistema de pagamentos instantâneos que começou a funcionar em novembro — em qualquer instituição detentora de conta de depósito ou de pagamento.

Via G1