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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Dois de cada três profissionais levam marmita para o trabalho


Aposta pelas quentinhas surge no momento em que o trabalhador gasta mais de R$ 40 por alimentação e vale-refeição dura apenas 13 dias no mês

ALIMENTAÇÃO - Com a disparada da inflação, a marmita ganha cada vez mais espaço como aliada do trabalhador brasileiro que busca economizar para manter o orçamento em dia. De acordo com levantamento da Sodexo, quase dois terços dos profissionais (65%) costumam levar a quentinha para o trabalho.

Há também as pessoas que costumam almoçar em restaurantes que oferecem o prato feito (17,22%), seguido das que costumam comer em restaurante por quilo (14,68%) e em restaurantes à la carte (3%).

A opção das marmitas já era adotada pelo trabalhador antes do avanço da inflação, quando 33,15% afirmavam levar a própria refeição para a empresa por considerar ser essa uma refeição mais barata.

A aposta maior nas marmitas surge no momento em que os trabalhadores passaram a gastar, em média, R$ 40,64 com o almoço fora de casa nos dias de expediente, segundo pesquisa realizada pela ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador).

Entre os adeptos às marmitas, 25,36% preferem a quentinha por se tratar de comida caseira, seguido de 22,82% que passaram a utilizar da alimentação após a alta dos preços, sendo que apenas 18,67% declararam que mesmo com a inflação, preferem comer em restaurante.

Willian Tadeu Gil, diretor de relações institucionais da Sodexo Benefícios e Incentivos, afirma que o cenário inflacionário desafiador que atinge o setor de alimentos e, consequentemente, o bolso do trabalhador brasileiro. Ele recorda que o vale-refeição passou a durar apenas 13 dias desde 2020.

"É importante que as empresas se mantenham atentas ao cenário atual para ajustar sempre que necessário o valor do benefício aos seus colaboradores a fim de cobrir os dias úteis. É por meio dele que as pessoas encontram a oportunidade de manterem uma alimentação balanceada e de qualidade, condição para a manutenção da saúde e de sua boa produtividade", diz Gil.

A pesquisa mede também com que frequência a opção da marmita é utilizada na semana. Para 51,72%, sempre; 20,63%, de duas a três vezes por semana; 20,27%, nunca e apenas 7,38%, uma vez por semana. Entre os dias da semana, o sábado (55,23%), a sexta-feira (43,27%) e a segunda-feira (27,04%) são quando não preferem levar a quentinha.

Mas quando se trata do lazer do final de semana, 43,28% afirmam que ainda continuam frequentando restaurantes, mas não como antes; 40,52% declaram que não frequentam mais restaurantes por não terem mais condições financeiras para isso e 16,21% que continuam frequentando restaurantes normalmente.

Via: R7

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Arroz e feijão podem ficar até 7% mais baratos no Rio, diz Asserj


Lei que isenta os dois alimentos de ICMS foi regulamentada por meio do decreto estadual nº 47.787/2021, publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (06)

RIO - Após a regulamentação da lei nº 9391/2021, que isenta o arroz e o feijão de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), os dois alimentos podem ficar até 7% mais baratos nos supermercados fluminenses, de acordo com a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj). A norma foi regulamentada por meio do decreto estadual nº 47.787/2021, publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira, (06 de Outubro). 

"Fizemos questão de batalhar pela regulamentação desta lei, porque sabemos da importância para o consumidor. Para os supermercados, qualquer desconto na taxação dos produtos reflete diretamente nas prateleiras. Nossa próxima meta é tentar a isenção em outros produtos da cesta básica. Já estamos negociando diretamente com a secretaria de Fazenda", afirma Fábio Queiróz, presidente da Asserj.

Com a regulamentação da lei, a carga tributária que incide sobre o feijão e o arroz fica equiparada à do estado de São Paulo. A mudança na taxação dos principais itens que compõem o prato dos brasileiros foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) no dia 12 de agosto e sancionada pelo governador Cláudio Castro (PL) em setembro.

O consultor de Varejo Marco Quintarelli lembra que o arroz e o feijão são a base da alimentação brasileira. Ele avalia que o impacto da isenção do ICMS dos dois produtos será de "grande valia". E acrescenta: "Quando a família vai fazer algum tipo de lista de compras para o mês, a primeira coisa que eles colocam como base é o feijão e o arroz. Então, essa lei vai ser de suma importância para que, pelo menos, esses dois itens estejam resguardados dentro de um orçamento familiar". 

A garçonete Rosangela Duarte, de 55 anos, considera "muito importante" a queda nos preços dos itens que compõe o tradicional prato feito. "Principalmente, as famílias de baixa renda foram afetadas pelo alto preço dos alimentos. É absurdo como tudo encareceu muito e não há previsão de melhora. Alimentos básicos do dia a dia não deveriam ter subido tanto”, opina, completando que o arroz e o feijão, aparentemente, se tornaram "luxos" para algumas famílias.

Cesta básica

O custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 11 cidades e diminuiu em seis, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 17 capitais. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira, as maiores altas foram registradas em Brasília (3,88%), Campo Grande (3,53%), São Paulo (3,53%) e Belo Horizonte (3,49%). As capitais com quedas mais intensas foram João Pessoa (-2,91%) e Natal (-2,90%).

O Rio de Janeiro permanece na quarta colocação da cesta mais cara do país (R$ 643,06). Já as três primeiras colocações ficaram com São Paulo (R$ 673,45), Porto Alegre (R$ 672,39) e Florianópolis (R$ 662,85), ainda conforme o estudo. Entre as capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta tem algumas diferenças em relação às demais cidades, Aracaju (R$ 454,03), João Pessoa (R$ 476,63) e Salvador (R$ 478,86) registraram os menores custos.

Ao comparar setembro de 2020 e setembro de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento. Os maiores percentuais foram observados em Brasília (38,56%), Campo Grande (28,01%), Porto Alegre (21,62%) e São Paulo (19,54%).

Via: O Dia

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Alimentos essenciais continuam a ter alta nos preços

 
Em 12 meses, cebola subiu 43,3%; batata, 67%

A despeito de a inflação ter perdido fôlego em janeiro, a alta nos preços dos alimentos não dá trégua. Em 12 meses, a cebola subiu 43,3%, enquanto a batata-inglesa ficou 67% mais cara e o tomate, 40,90%.

Esses três alimentos compõem uma cesta de compra recorrente nos lares brasileiros, sendo adquiridos semanalmente pela maioria das famílias do país.

Especialistas explicam que o consumidor sente mais no bolso quando os alimentos pesam na alta da inflação, justamente pela frequência de compra desses itens.

É aumento que pesa principalmente no bolso dos mais pobres, corroendo o orçamento familiar já pressionado pela queda da renda em meio à crise econômica que resultou do cenário de pandemia.

Com o fim do auxílio emergencial neste início de ano, as vendas dos supermercados recuaram em janeiro.

De outro lado, houve alimentos com deflação de preço em 12 meses. É o caso do leite longa vida, com queda de 25,69% no preço, e do óleo de soja, com menos 96,20%.

Via Extra